A nova corrida do ouro é verde

Por Dayw Vilar, especial para ADN Reset

Ao passo em que a economia verde ganha mais espaço no debate social, várias marcas do mundo têm repensado e projetado sua imagem de sofisticação associada aos valores de conexão com um mundo mais sustentável. O ouro verde é um desses caminhos.

Ouro vale pela vida toda. Amarelo, branco e rosé, ele é o clássico da joalheria e nas crises. Está no dedo dos noivos em todo o mundo e em tempos de instabilidade financeira é o ativo financeiro mais seguro para investir. Mas até quando? O metal é um recurso natural, de reservas finitas, limitadas e sua extração impacta nocivamente o meio-ambiente. São cerca de 126 milhões de toneladas de carbono emitidas por ano pelo mercado global de ouro. Esses dados são do Conselho Mundial do Ouro, que mostram ainda que entre os perigos envolvidos no processo estão a liberação do cianeto, que pode contaminar águas subterrâneas, por exemplo.

Uma marca que ignora as reivindicações das novas gerações é uma marca insustentável. Além do design, as peças têm história, e esse é o novo objeto de desejo. Uma cadeia longa e cheia de processos que leva o ouro, assim como outros metais e gemas, das minas até os ateliês que precisa ser recontada. Não há espaço para o uso de produtos poluentes e com mão de obra precarizada. A joia do futuro pode e deve passar pelo upcycling, ser reciclada, repensada, eternizada e, sobretudo, ser ressignificada.
O processo de reciclagem do ouro pode ser feito repetidamente e sem prejuízo algum à qualidade do metal. Novos protocolos de verificação dessa pureza já estão no mercado, como o o Responsible Jewelry Council e mesmo as tecnologias de Blockchain – com o uso do registro fixo dos componentes daquela peça e toda sua procedência. Assim, desde as aparas de peças das oficinas até as joias e peças que precisam ganhar um novo uso, todo esse material ganha mais valor e mais história quando é remodelado pelas mãos de novos e antigos talentos da joalheria em todo o mundo.
É mais um caminho que precisamos percorrer, como sociedade, para garantir nossa própria sobrevivência. O processo de re-design de uma joia passa pelo acréscimo de valor histórico: vestir uma peça única, com design exclusivo e pensado no mundo de hoje. Na ADN Reset, você precisa conhecer o trabalho de marcas como a Elba, Something About Aelita e CerraD’Ouro, que carregam na sua essência a necessidade de contar os melhores passos do desafio moderno de ser sustentável com um design luxuoso e sem impactos ambientais.
Bio – Dayw Vilar é jornalista formado pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, habilitado em Styling (LCF), Marketing Digital (ESPM) pesquisador em Relações de Consumo no Observatório de Mídia da UFPE. Desde 2016 é sócio da Pantim Comunicação, que atua em todo o país desenvolvendo cases de Comunicação Corporativa, Cultura, RP e Digital Strategy.
Contato – daywvilar@icloud.com

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